POEMA DE UM FILHO QUE MORREU - HOMENAGEM A VERA CAMARGO


Nasci para a paz de teus braços
O carinho de teu bem querer
Nasci para contigo aprender a crescer!

No ventre abençoado pela divindade
Fiz-me zigoto, de feto a teu rebento!

Nos teus braços aquecido e protegido
Provei no teu seio meu alimento!
Juras de amor...
Olhos nos olhos...
Ah mãe querida para ti é meu amor!

Guardo em minha memória
A alegria de teu sorrir
Quando nos primeiros passos
Para teus braços abertos corri!

Quantas vezes foste tu meu porto seguro!
Nas horas em que meu coraçãozinho sentia medo!
Quantas vezes com um sorriso
Te salvei do desespero!

Ah minha mãe...Cresci...Entretanto
Carrego no meu simples e indefeso existir
Muitas coisas do passado...
E foi para o mundo que eu nasci!

Não chores mãe querida!
Não chores minha florzinha
De pétalas tão branquinhas...

Pense em mim com o teu amor
Pois teu sofrer é minha dor!

Ah minha florzinha que plantei em meu coraçãozinho
Um dia nos abraçaremos...
No momento claro e dedicado ao perdão!

Minha mamãezinha
Minha florzinha...
Branca e delicada...
Não tenhas medo.
O céu é apenas uma provisória morada
Não te agonies
Logo, logo... Chegarei em casa!

Thoreserc Poeta


Vera, li em seu Face que seu filho gostava de Evangelizar, um jovem obediente e temente a Deus, querida nada que eu fale diminuirá sua dor, mas acredite, Deus o tomou porque precioso é para Deus a vida do seu filho, jamais Deus permitiria que sua alma se perdesse. Joia preciosa é para Deus a alma do justo. Querida seu filho hoje esta vivendo a verdadeira vida que ele mesmo sempre propagou: A VIDA ETERNA! Fique na paz amiga com a certeza do reencontro em Cristo Jesus!

SAUDADE DE ALGUÉM AUSENTE


Um dia eu quis um poema escrever

Que falasse de saudade... uma saudade diferente


Procurei as palavras e sem perceber,


Escrevi sobre a dor que me faz sofrer...


Dor causada pela saudade de alguém ausente...

Saudade e dor se completam...


Uma sem a outra não existe...


Saudade e dor nossa alma machucam.


Às vezes, embora escondidas, o nosso olhar triste


Revela que ambas, ali continuam...

Esse poema é minha dor e saudade,


Escrito com as lágrimas que rolam


De minha alma sem felicidade.


Onde só dor e saudade moram...


TE AMO MUITO FILHA E SEMPRE TE AMAREI...
(Blog A DOR DA PERDA)

DEVEMOS CONTINUAR


À noite em meu quarto olho as estrelas e não encontro o brilho de outrora.

Tento dormir e não consigo.

Meus pensamentos voam tentando achar uma explicação e não consigo encontrar.

A angústia sufoca o meu coração.

Lágrimas rolam e não conseguem aliviar o peso da minha alma.

E eu continuo a te procurar em cada esquina da vida, mas em nenhuma delas você está...

Sim, em muitos momentos da vida, alguém especial tem que partir antes de nós.

E fica a pergunta: "Como continuar? "

A dor é forte demais e a vontade de desistir persiste.

Porém, podemos e devemos continuar.

Se o sorriso de outrora não pode mais ser visto, procuremos encontrá-lo na alegria expressada no rosto de uma criança carente que acabamos de auxiliar.

Se as mãos não podem mais ser tocadas, levemos o calor de um abraço sincero a quem passa por grandes sofrimentos.

Se a música não pode mais ser dançada, espalhemos a melodia entre os enfermos de um hospital.

Se a voz não pode mais ser ouvida, procuremos semear palavras de esperança por onde andarmos.

Se as estrelas não têm o mesmo brilho de outrora, nos esforcemos em iluminar o caminho daqueles que se encontram entre as trevas.
Se não podemos mais oferecer flores, trabalhemos para florir todos os jardins do mundo.

Se a luz parece ter ido embora, procuremos suavizar a escuridão que reina em tantos lares necessitados.

Se o riso se foi, procuremos trazer alegria para quem está desanimado diante de tantos obstáculos.

Se o sol deixou de brilhar, transformemo-nos em um farol para iluminar o caminho de quem se encontra perdido.

Se a ausência parece machucar o nosso coração, procuremos levar esperança a quem deixou de acreditar.

Se os encontros perderam a sua graça, procuremos entender o milagre que podemos realizar quando estendemos a mão a quem está caído.
Se o físico se foi, o espírito ainda vive e sente.

Devemos acreditar que o reencontro está marcado.

Sim, devemos continuar.

Devemos sentir saudades sim, mas jamais tristeza.

Devemos preencher o vazio que sentimos com gestos de amor.

Porque só o amor é capaz de grandes transformações.

Só o amor rompe todas as barreiras.

Só o amor cala as nossas feridas.

E só o amor nos leva a crer que não importa as perdas que a vida nos impõe, devemos sempre continuar....

(www.belasmensagens.com.br)

Querida Divina, receba esta singela homenagem, em nome de todas as mães órfãs que hoje fazem parte da sua família. Você não está só. Somos  todas irmãs na dor. Não importa onde estejam, nossos filhos serão nossos eternos companheiros, estarão sempre conosco!

MANIFESTO


Estou aqui
Por todos os filhos do nosso luto
Pelos que sem vida nasceram
Pelos bebês que não puderam crescer
Por todas as crianças que morreram
Pelos jovens que queriam viver.
O tempo não tem tempo
Passa...os filhos não!
Vamos perpetuar dentro de nós
A sua imagem.
Os momentos bons e irrepetíveis
Com lucidez e muita coragem.
Que a Saudade seja eterna
Como terna será a nossa Sabedoria
Transportemos pois o facho da Esperança
Filhos de Vida tão breve
Continuaremos por vós o caminho
Entre o mistério da Vida e da Morte
Aprendendo a ser
A crer no Amanhã...Viver!
Que a saudade seja eterna
Como terna será a nossa Sabedoria
Transportemos pois o facho da Esperança
Juntemos as nossas mãos
Profundamente sentiremos esta união
Amor, Fraternidade e Paz
Sem culpas, medos ou segredos
Que nasça a palavra certa
O gesto que nos aqueça              
Manifesto em cadeia que nunca acaba
Só assim os lembraremos
Só assim os honraremos
Só assim viveremos em plenitude.
Aida Nuno


CHORAR FAZ BEM


Perante a nossa grande mágoa, chorar é um comportamento natural que exprime os sentimentos de desespero, revolta e tristeza. A contenção do choro muitas vezes depende da cultura ou mesmo da educação que se tenha tido.

            Chorar é mostrarmo-nos de uma maneira mais expressiva. Não reprimir o choro é ter oportunidade de criar um elo com a nossa própria emoção. Através dessa expressão sentida conseguimos conhecermo-nos melhor, uma vez que estamos a extravasar os nossos sentimentos intensamente. Assim suportaremos melhor a angústia que nos quer destruir.

            É humana esta necessidade imensa de sentir a dor através do choro. Libertarmo-nos da opressão que sentimos e, quando esse transbordar de lágrimas cessa, chegamos a pensar: “Chega de chorar. Vou encarar a Vida e fazer o meu melhor em memória do meu filho”.

            É depois de desabafar através das lágrimas, por vezes, há muito contidas, que se encontra alívio e clareza de espírito para prosseguir e enfrentar o dia a dia, ou seja, o futuro. Fica-se mais sintonizado com as emoções. Há uma libertação saudável do interior para o exterior.

            Muitos pais reprimem as suas lágrimas por vergonha de se mostrarem como homens fracos. Nunca conseguiram chorar. Enquanto o não fizerem estão sujeitos a comportamentos compulsivos, medos e manias que acabam por limitar a sua vida fazendo também sofrer os seus familiares.

            A nossa dor não passa com o tempo. O tempo só atenua a dor, mas não a cura. A dor só acaba por ir purificando o sofrimento, dura realidade que nos magoa. Apenas e só a consciência do sofrimento é capaz de transformá-lo em serenidade. É preciso aprender a saudade para não acumularmos mais confusão no nosso interior.

            O nosso autoconhecimento surge quando passamos a aceitar a nossa fragilidade diante da dor da perda e naturalmente viver com a nossa sabedoria intuitiva de defesa. A dor, como forma de alimento, por muito que me custe dizê-lo, por receio de não ser compreendida, é inútil. É preciso sim unir o pensamento ao sentimento. Saber conviver com o nosso filho perdido, em paz.

            Como poderemos fazê-lo? Cada pai ou mãe são diferentes e sendo assim reagem das maneiras mais diversas. Todos eles, no entanto, sabem que têm de prosseguir por si, pelos outros filhos, pelo trabalho que lhes dá a subsistência, pelos seus próprios pais mais idosos e cansados, em fim, um rol de circunstâncias que fazem desesperar mas também incutir a força de reagir.

            Que a opressão que muitas vezes carregamos seja aliviada pelas lágrimas. Depois... é bom olhar o céu com todas as suas nuances e acreditar sempre no dia seguinte. Um renascer de esperança e coragem para nos podermos abrir ao amor com todos aqueles que partilham a nossa vida.

            O luto por um filho é um processo muito doloroso e que foge ao nosso controle. Não há regras nem certezas. Podemos pensar que estamos bem para encarar o quotidiano mas, inesperadamente, num momento, num olhar, num gesto, num vulto, num sorriso todo o drama surge tão nítido que caímos outra vez no abismo da perda. Acreditem, porém, que cada vez que se erguerem se vão sentir mais corajosos e mais inteiros.

Aida Nuno







POR TUDO QUE TENS PASSADO NA TUA VIDA... EU TE COMPREENDO


Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua felicidade: a raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração.


Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a alegria. Somente através dele se encaminha o retorno à paz.


Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá!


Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o Sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre antes de germinar e que a morte antecede a vida.


E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor.


(Antonio Roberto Soares)












SER MÃE


Ser Mãe

SER MÃE É SER VIDA, ela existe e da vida à outra vida; é consciente de sua missão no mundo; transborda de amor e de alegria, age com o coração-sábio, partilha suas emoções, é dotada de pura e rica paciência.

SER MÃE É SER AMPARO, abre seus braços maternos para acolher a todos, como frutos do seu verdadeiro amor; é coroada de respeito, carinho e aconchego; elimina o sentimento de abandono, confia em sua própria coragem, sua felicidade se baseia na felicidade dos seus.

SER MÃE É SER PROTEÇÃO, vê, pensa e sente a necessidade de proteger seus amados filhos do mundo cruel, desumano e degradante; protege-os das drogas, fome, sede, frio, violência, tristeza, solidão, álcool; em seu coração há uma forte voz que diz: meu filho eu te gerei com profundo amor.

SER MÃE É SER CONSELHEIRA, sua grande terapia é a escuta, fala e escuta conforme as necessidades do cotidiano; fala com sabedoria e escuta com o coração; dá total atenção aos seus e exige dos mesmos a postura, decisão e responsabilidade; interpreta e realiza seus sonhos conforme as possibilidades.

SER MÃE É SER LUZ, ilumina todos para a paz, incluindo o perdão e a reconciliação, ensina a dar sentido às pequenas coisas; cura nossos traumas e frustrações passadas; sua legítima intenção está voltada para o bem e a felicidade de todos, recorrendo a Deus para louvar e bendizer por tudo o que é: MÃE. Amém!


de José Damião Limeira


SER MÃE É GANHAR A GRAÇA DE AMAR SEM MEDIDA

Fui escolhida para guardar, dentro de mim, o dom da vida.

Escolhida para cultivar com carinho as sementes do futuro.

Escolhida para dar à luz aquele pequeno ser que durante todo o sempre irá simbolizar o que há de mais importante e precioso em minha existência...

Escolhida para ser capaz de viver e de sonhar, de aprender e de proteger, de mudar, de dizer e de calar, de sofrer e de lutar, de vencer e de acreditar, de sorrir e de chorar, de sentir e de se emocionar, de saber o que é AMAR...

Escolhida para ser capaz de tudo, até mesmo o impossível por aquele que com muito orgulho chamo de filho.
Escolhida para ser mulher, escolhida para ser especial, escolhida para ser MÃE!

Carinho de um filho é o maior PRESENTE para uma mãe.


(Sirlei L. Passolongo)


A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM


É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.
Se você sente que lhe faltam a força

e a coragem,queira Deus que o mundo possa

abraçá-lo hoje com seu calor e Amor !

E que o vento possa levar-lhe uma voz

que lhe diz que há um Amigo,
vivendo num outro lado do Mundo,

desejando que você esteja bem e que,
acima de tudo, seja muito feliz!!!

Silvia Schmidt

É PRECISO APRENDER "PERDER"

Você sabe por quê o mar é tão grande?
Tão imenso ? Tão poderoso?
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande.
Se quisesse ser o primeiro estaria alguns centímetros acima de todos os rios, aí não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte. A queda faz parte.
A morte faz parte.

É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar
e a morrer.

Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar
sem saber errar. Impossível viver sem saber morrer.

Se aprendermos a perder, a cair, a errar, ninguém
mais o controlará. Porque o máximo que poderá
acontecer a você é cair, errar e perder.
E isto você já sabe.

Bem aventurado aquele que já consegue receber
com a mesma naturalidade o ganho e a perda...
o acerto e o erro... o triunfo e a queda....
... a vida e a morte.

Trecho do texto
" Medo de Perder ",
de Antônio Roberto Soares

SAUDADES




Saudades, filho...


Autoria: Rosa Pinho

Quando o amor vira saudade de repente,
Nada é capaz de aliviar a dor.
Nada é capaz de secar as lágrimas,
Nada é capaz de fazer voltar o calor.

O inverno se instalou na minha alma.
Chuva e vento agora moram em mim.
Meus olhos transbordam a enchente da saudade,
Que inunda minha vida, uma noite sem fim.

Noite escura, sem lua nem estrelas...
Parece que a alegria não vai mais amanhecer.
Na tristeza estagnada, feito lama, no meu peito,
Parece que o riso não vai mais acontecer.

O pranto que insiste em meu rosto rolar,
Deixa em minha boca um travo ruim.
Jamais pensei sentir tanta saudade!
Jamais pensei que você se fosse assim!

Eu preciso entender sua partida.
Preciso enfrentar a solidão que me sorri.
Mas sua ausência é tão presente em mim agora,
Que é difícil aceitar que você não está aqui.

Quisera poder voltar no tempo,
Prá te dizer tudo o que eu não fui capaz.
Prá te dizer que você é minha vida
E que nunca te esquecerei, porque te amo demais!

Filha querida, minha vida! O tempo passa e a SAUDADE só aumenta. A vontade de te ter novamente ao meu lado é tão grande... Sabe não entendo, não aceito... Hoje me vejo só no meu sofrimento, as pessoas ja não estão ao meu lado, não me procuram mais, não frequentam mais a nossa casa, sequer pergunto como eu me sinto!!!! Este mundo é muito injusto filha, as pessoas são tão falsas. Você realmente não merecia viver e conviver com pessoas assim. Você é pura meu amor, especial para mamãe e para Deus. Sei que um dia iremos nos encontrar novamente e aí querida entenderei os designios de Deus. Te amo minha vida!!!!!!

ONDE ENCONTRAR AS RESPOSTAS


“Quando alguns pais veem o próprio filho morrer, eles ficam desesperados, destruídos, e se perguntam: «Mas por quê?». Que conforto eles poderão encontrar nas palavras de um sacerdote ou de um pastor, o qual responderá que essa ‘é a vontade de Deus’? Era a vontade de Deus que esse filho adoecesse e morresse? Foi Deus quem quis que, uma noite após ter bebido muito com os amigos, um filho morresse em um acidente de carro? Foi Deus quem quis que outro se drogasse ou se suicidasse?
É compreensível que, no seu desespero, homens e mulheres interroguem religiosos, mas também médicos e psicólogos. As respostas que recebem dependem das qualidades daqueles que eles interrogam. Mas o que eles devem saber é que, nas grandes provações, as respostas estão dentro deles. Portanto, mesmo continuando a interrogar outras pessoas – se precisarem disso – que eles se esforcem em buscar em si mesmos, na própria alma, no próprio espírito. As únicas respostas capazes de tranquilizá-los, eles só as obterão interrogando a Divindade que vive neles.”


Omraam Mikhaël Aïvanhov

A MORTE DE UM FILHO E SUAS REPERCUSSÕES FAMILIARES

Há palavras como viúvo ou viúva que designam aquele ou aquela que sobrevive ao seu cônjuge; e há palavras como órfão para nomear a perda precoce de um dos genitores.
“Há palavras como viúvo ou viúva que designam aquele ou aquela que sobrevive ao seu cônjuge; e há palavras como órfão para nomear a perda precoce de um dos genitores. Mas para quem sobreviveu a um filho, não existe denominação alguma”. (Roitman, Armus y Szwarc, 2002)

Em todas as pessoas que vivenciaram a perda de um filho - não importa a idade dele ou em que condições tenha ocorrido - o fato se caracteriza pela complexidade e grande sofrimento causado nos pais sobreviventes. Este tipo de perda é considerado avassalador, origem da desunião e até da destruição do vínculo matrimonial, inclusive familiar.

Muitos especialistas têm discorrido sobre a perda, do ponto de vista psicológico; quanto às suas implicações, advindas da morte de um filho, estão longe de ser suficientemente tratadas. Imagino que isso se deva à angústia resultante de uma abordagem tão difícil, pois é de se esperar que os filhos sobrevivam naturalmente aos pais; no entanto, raramente se considera a possibilidade de acontecer o contrário.

A morte de um filho produz uma abrupta ruptura na realidade das pessoas e daquilo que “deveria ser”, tratando-se da “continuidade geracional”. Quando ocorre a morte de um filho, a vida é de súbito destroçada, porque não “deveria ser assim”. Não se pode aceitar ter sido pai de um filho e de repente deixar de ser pai desse filho. O progenitor sobrevivente se dá conta de que o filho morreu mesmo, pois já não está mais presente, mas na realidade dói tanto, e custa tal esforço aceitar esta realidade, que ele passa a resistir como pode, acreditando, por mais um lapso de tempo, que seu filho não morreu ainda, e passando a valer-se da negação, a fim de sentir que o filho continua com vida. Geralmente, ao cabo de muita luta interior, chega-se a admitir o fato, embora, durante o processo, a existência do filho se mantenha mentalmente presente para o pai (Nasio, 2007).

A meu ver, em casos como este, a existência do filho fica inscrita para sempre na mente paterna ou materna, pois se há de convir que um filho não é uma pessoa a quem se conheça de imediato, como ao restante das outras: a um filho se reserva um espaço todo especial na mente e no coração, desde que os pais planejam a sua concepção e, a partir dela, toda a sua existência.

Muitos genitores, ao se depararem com a morte de um filho, relatam que em várias ocasiões tinham pensado: “eu planejava como deveria ser o batismo de minha filha, chegava mesmo a imaginar cada uma das festas de aniversário que eu lhe faria, mas nunca fui capaz de conceber como deveria ser seu funeral”. Isto porque basicamente nós, seres humanos, enquanto vivemos deixamos a morte de fora. Para nós nem toda morte nos diz respeito, só se torna real quando acontece conosco, em nossas vidas, e o que mais assusta é que ela aparece sem pedir licença, irrompendo na vida da gente; mas a morte, que não queremos admitir, já estava presente e nos acompanha continuamente.

Há muita nostalgia nisso tudo, há uma mistura de sofrimento, amor e proveito. Sofre-se a ausência do que se foi, e se consola oferecendo a dor causada pela sua ausência. Continuar sofrendo é uma tentativa de manter vivo esse filho. O impacto provocado, nas famílias, pela morte de um filho, chega a conseqüências em que há destruição de vínculos do casal, da família, ou, se os cônjuges permanecem juntos, os laços que os unem é de tristeza e saudade do filho. Há bem poucos casos em que uma perda do gênero possa ser superada, necessitando para evitar isso de um trabalho sólido e profundo por parte do casal. Na verdade, um filho é o resultado de uma união, é um símbolo da conjunção de duas pessoas, a prova viva de que um casal se mantém intimamente ligado entre si. Por isso acredito que quando este símbolo deixa de ser vivo, vem à tona um vazio: não só alguma coisa morre dentro de cada um, como também essa morte marca o laço que existe entre os dois (Roitman, Armus y Szwarc, 2002).

Parece-me que, ainda que eu escrevesse um tratado completo sobre a experiência de se perder um filho, não seria suficiente para chegar a compreender o que vivem esses pais; talvez eu possa me aproximar da sua experiência, entender o que pensam e como os afeta; mas quando falam de sua solidão e de seu vazio, continua incompreensível para mim, porque solidão e vazio são palavras que cobrem precisamente essa falta. E essa ausência continuará a se fazer presente. Na realidade, serve apenas para vislumbrarmos a essência humana e nos tornarmos conscientes de que, muitas vezes, se não estamos dispostos a encarar a morte, é porque o amor causa dor, e só quando se sofre é que se sente medo de perder a pessoa amada.

Fonte: http://www.portaldafamilia.org.br

SONHO E REALIDADE

Sonho e realidade
 (Ataíde Lemos)


Você foi um lindo sonho
Que toquei em minhas mãos
Uma presença tão marcante
Que selou em meu coração.


Já não sei se dói esta saudade
Pela falta que você faz
Fostes um sonho e uma realidade
Mesmo ausente me provoca paz.


Em tudo tem um pouco de você
Sendo permanente tua presença
Se viver reserva tristes surpresas
Porém, retêm marcantes convivências.


Apesar do curto tempo, quantas lembranças bonitas tenho de você, seu primeiro ano na escola, festinha do dia das mães, festinha de fim de ano, cantatas e peças teatrais na igreja. O banho que sempre tomávamos juntas, o soninho gostoso da tarde, as cantigas antes de dormir, o "dederão" de nescau que era como você pedia, as noites de lua cheia e os nomes que davámos às estrelas, enfim são tantas outras que poderia passar a tarde enumerando-as. Agora so restou a saudade, saudade esta que machuca, que me emudece, que me faz chorar. Te amo querida, acima de tudo e de todos, te amo com toda força que somente uma mãe pode amar.

QUANDO EU NÃO AGUENTAR


Quando eu não me aguentar, e desistir,
por favor, siga comigo, ainda que em silêncio.
Sei que é difícil, é mais do que ser amigo,
é amparar quem talvez, nem queira amparo.

Quando eu não me suportar, e resistir,
quando o remédio for muito amargo,
não deixe de me dar a dose certa,
ainda que eu não te entenda,
isso é ser mais do que amigo, é ser anjo.
Há dias em que precisamos de um anjo,
de alguém que vele o nosso sono,
que nos sacuda quando estivermos em meio a um pesadelo,
quando nossa boca fica amarga,
quando não queremos aceitar que acabou,
que o filme terminou,
que quem partiu não volta.

Quando eu desistir da vida,
por favor, seja meu anjo,
me mostre um jardim,
diga que é só um recomeço, que não é o fim.
E seja mais do que um amigo, mais do que um anjo,
seja o meu reflexo, e por um instante, um momento de luz,
seja para mim, o próprio Jesus.

Paulo Roberto Gaefke

VOCÊ CRESCE...


Impossível atravessar a vida...

Sem que um trabalho saia mal feito,

Sem que uma amizade cause decepção,

Sem padecer com alguma doença,

Sem que um amor nos abandone,

Sem que ninguém da família morra,

Sem que a gente se engane em um negócio.

Esse é o custo de viver.

O importante não é o que acontece, mas, como você reage.

Você cresce...

Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.

Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.

Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.

Cresce quando abre caminho,

assimila experiências...

e semeia raízes...

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos.

Quando dá exemplos, sem se importar com o desdém,

Quando você cumpre com seu trabalho.

Cresce quando é forte de caráter,

Sustentado por sua formação,

Sensível por temperamento...

E humano por nascimento!

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas,

Colhe flores mesmo que tenham espinhos e

Marca o caminho mesmo que se levante o pó.

Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões,

É capaz de perfumar-se com flores...

E se elevar por amor!

Cresce ajudando a seus semelhantes,

Conhecendo a si mesmo e

Dando à vida, mais do que recebe.

E assim se cresce...
Autora: Susana Carizza

DEUS É NOSSO REFÚGIO E FORÇA



“Deus é para nós refúgio e força” (Salmos 46, 1)

“Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu” (Eclesiastes 3, 1). À medida que passamos pelas várias etapas da vida, vivemos momentos de alegrias, conquistas, realizações, mas também de perdas, dor e sofrimento.
Diante da perda de um(a) filho(a) ou ente querido, sentimos nossa vida revirada, podemos até dizer que nos sentimos “sem chão” para continuar a viver. Somos tomados pelo sentimento de tristeza profunda, ansiedade, solidão e desamparo. A dor é tanta que se manifesta em sensações de aperto no peito, nó na garganta, falta de fôlego, de ar para respirar, falta de vontade de viver. Nossos pensamentos se aceleram muitas vezes confusos, perdemos o apetite, o sono, enfim, de repente nossa vida se transforma.
Numa mesma família cada um reage de uma maneira, e em tempos diferentes. Não só a dor da perda é grande como também o que ela nos causa. É importante nessa hora lembrar que não estamos sós, mas é preciso compreender que cada um tem o seu jeito de sofrer. É importante dar tempo ao tempo.
Pode ser que surja a vontade de ficar sozinho, quietinho num canto, ou há quem sinta uma vontade frenética de falar e estar rodeado de pessoas, evitando sempre a solidão.
Precisamos buscar forças em Deus e lutar! É um momento que se não for vivido com muita fé em Deus, a dor pode nos paralisar.
Não é o caso de entender, aceitar ou não, mas de acolher no coração e seguir em frente. Isso exige muito esforço em todos os sentidos:espiritual, material, no âmbito pessoal, familiar ou social. A fé é a base que nos sustenta e nos impulsiona, sobretudo quando a dor bate em nossa porta. A fé aumenta em nós a esperança e “a esperança, com efeito, é para nós como uma âncora, segura e firme” (Hb 6,19).
O tempo, sem dúvida, se torna um aliado, porém cada pessoa reage de uma forma própria e particular. Não há como determinar o tempo certo para que essa dor amenize. Deus nos ama muito e nos quer firmes e perseverantes, por isso nos capacita, dia após dia. Aos poucos Ele nos envolve com sua paz, e a saudade, embora continue, já não mais desespera.
A certeza de que nossos filhos estão em Deus acalma nosso coração e nos impulsiona a continuar a caminhada, com fé e coragem.
Até que tenhamos cumprido nossa missão, muito há para se fazer. Quem sabe acolher o convite de Jesus para nos unirmos aos irmãos que necessitam de consolo e ajuda... Disse Jesus: “Nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10,45).
“Ó Mestre, fazei que eu procure mais, consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido, amar, que ser amado.Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna.”(Oração de São Francisco).
A presença de Deus em nossa vida é que fará toda diferença. Longe de Deus só há desespero, angústia e aflição. “Deus é para nós refúgio e força” (Salmos 46, 1).
Regina Araújo


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



“Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá..."

FLORES NA CALÇADA




Um dia me contaram que existia um homem sem esperanças. Vivia como Deus queria, jogado nas ruas durante anos, sendo alimentado com restos de caridade e por pessoas que achavam que bastava um prato com restos de comida fria para alimentar aquele homem, numa hipocrisia velada para acalmar com urgência essa culpa que todos nós carregamos. Te dou comida, Deus me dá perdão, e está tudo certo.

O homem não falava, não incomodava ninguém com palavras. Ele era ninguém pra se lembrar, ninguém para se importar. Do seu rosto quase sem expressão não brotavam sorrisos, mas uma espécie de amargura mesclada com a indiferença daqueles que já não acreditam na vida. Seu corpo sujo e cansado descansava sobre um fino colchonete que já viveu dias melhores, e nos dias de chuva não tinha, e nem queria ter, um lugar quente para se abrigar.

Dizem que um dia passou pelo homem uma menininha, e do alto de sua inocência ela olhou para aquele homem sofrido e empertigado. Não haviam lhe ensinado ainda que deveria se afastar daquele homem, e por isso ela lhe ofereceu tudo o que tinha nas mãos: uma flor. O homem pensou em recusar ou até mesmo ignorar aquele pequeno ser que balançava aquela flor diante dos seus olhos, mas diante de tanta insistência ele finalmente aceitou, tomando cuidado para não encostar seus dedos naquele anjo, como se isso pudesse quebrar algum tipo de encantamento.

Quando o sol nasceu novamente, as pessoas voltaram a passar pelo local onde o homem costumava ficar, mas ele nunca mais foi visto. A maioria sequer notou sua ausência e só algumas viram uma flor desenhada na calçada. Mas uma garotinha ingênua entendeu que muitas vezes basta apenas um simples sorriso para fazer alguém continuar a viver.

Por você, minha menina. Que me sorriu quando eu mais precisava...

(Extraído da Internet)

A todas as minhas amiga na dor... Sei o quanto é dificil viver-mos sem a presença e o amor do nossos filhos; há também aquelas irmãs que sorriram mesmo antes de conhecerem os rostinhos de seus ANJOS e hoje sofrem pelo sonho não realizado. Acreditem; DEUS nosso Pai está cuidando deles neste exato momento, embalando nossos bebes em seu colo, cantando os mais belos hinos. 

ESTOU VIVO




Estou vivo
De todas maneiras
Que possas imaginar:
Estou vivo na eternidade;
Estou vivo no teu coração;
Estou vivo em teus pensamentos;
Estou vivo em teus sentimentos;
Estou vivo nos teus sonhos
Estou vivo em teu dormir
E em teu levantar;
Estou vivo em teus olhos internos;
Estou vivo no infinito;
Estou vivo em teus tatos;
Estou vivo em teus sabores;
Estou vivo na tua audição,
Enfim, estou vivo
Em todos teus momentos,
Não apenas como lembranças,
Por isto, sinta-te feliz
Porque mesmo tendo partindo
Permaneço vivo em teu existir.
(Ataide Lemos)

Meu DEUS! Quanta saudade! Quanta dor! Senhor me ajude a aceitar, a compreender a sua vontade. Me fortaleça meu DEUS!




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