É da semente do amor que floresce a
saudade...
É da colheita do fruto que
surge algo que chamamos de laços.
E é
quando a vida os desata que chamamos de perdas.
Perdas irreparáveis.
Perdas que não tem nome.
Dor que dói só de pensar.
Dor que um dia ouvi ser equiparada a um parto
inverso.
Devolver o filho. Sem ao menos
nos perguntar se damos essa permissão.
Lágrima que não sai. Choro que nos falta o
ar.
Medo de viver.
Medo que o medo nunca saia de nosso
coração.
Medo do medo.
Vontade louca de voltar segundos, ou talvez milésimos
dele, para gritarmos para nosso filho: saia daí! ou desvie o carro, ou não
ande por essa rua.
Mas nada é
possível.
O chão é roubado, o coração
parece parar, e borboletas voam angustiadas pela nossa alma.
O sonho de que tudo seja mentira. Que a notícia
recebida foi engano. Que o nome dito era homônimo.
A mentira se faz verdade.
O nome querido pensado com tanto carinho antes mesmo do
nascimento, é trocado por alguém que já o chama de “corpo”.
Seu leito se torna forrado de flores, flores estas que
sonhávamos para sua formatura ou casamento. E agora o acompanha para emoldurar
seu semblante que parece estar em um sono profundo.
Olhos que não abrem mais. Mãos que não nos afagarão
mais. Voz que não nos dirá que está com fome ou que quer aquele doce que só você
sabia fazer.
O momento de dor
intensifica. A cena nos tortura, ao invés de nos acalmar. Ele ainda está aqui,
mesmo que já não mais em vida.
Mas é
hora do último adeus.
Devolver o filho
tão amado e esperado.
Devolver o que
não quer ser devolvido. E uma multidão de abraços e consolos nos afaga,tentando
nos distrair desse momento que não tem como reverter.
E uma procissão de familiares, amigos e curiosos,
acompanham sua partida.
A cabeça meio
que atormentada nos impulsiona a dar o último beijo, o último afago, e vem a
frase: Vá com Deus, filho amado!
O
quarto do filho se esvazia de tudo.
As
coisas ficam; as roupas fora do armário, o computador ainda aberto, anotações e
sonhos ainda por realizarem.
O armário
insiste em deixar o cheiro do ser amado, tentando nos convencer de que ele saiu
e logo volta.
As gavetas nos revelam
tantos pertences, tantos bilhetes e tantas lembranças...
E a foto do porta retrato , que antes enfeitava o
quarto, se transforma em altar sagrado da triste lembrança de que tudo realmente
aconteceu.
Mas alguma coisa surge em
nosso interior. Um vazio que nos invade. E a sensação de estarmos anestesiados
começa a tomar ciência de nossa realidade.
E esse estado de torpor, tenha certeza, são lenitivos
de Jesus, tentando acalmar os corações dilacerados, mas
amparados.
Ele nunca desampara um
filho, ainda mais nessa hora; hora essa que Jesus também fez passar sua Mãe,
quando O retiraram da cruz e O colocaram em seus braços.
Ele sabe de tudo. Ele sabe o que aconteceu e o que irá
acontecer.
Ah, se pudéssemos ver o trabalho de Deus nesse
momento...
Se pudéssemos ver Deus
tomando em Seu colo nosso filho, antes mesmo dele sentir qualquer dor na hora de
sua partida.
Se enxergássemos a legião
de anjos guardiões o recebendo,
compreenderíamos que o momento da perda, já havia
acontecido perante os olhos de Deus.
Por isso tenhamos fé.
Saibamos que o propósito de Deus por mais injusto que
nos pareça, tem um motivo. E sempre embasado na lei do amor.
Ser forte não é não chorar; e chorar não é uma
demonstração de pouca fé.
Somos
humanos.
Quando Jesus dizia “Vinde a
mim os aflitos que Eu vos aliviarei”, Ele já sabia que as dores da alma tem seu
tempo de manifestar. E Deus nos respeita, dando-nos o momento do
luto.
Há tempo para tudo na vida, até
para chorar. Viva esse tempo. Mas com a certeza de que ele passará, e outro
tempo chegará cheio de respeito, para acalmar o coração.
Fará com que a saudade não seja mais
dolorida.
Fará que os momentos felizes
continuem compartilhados nos almoços de domingo e nas festas de
aniversário.
Deus trará novamente a
vontade de viver. Vontade de viver em homenagem à seu filho.
Viaje por ele, faça graça por ele, retome a vida por
ele!
E essa alegria contagiará os seus
corações, tornando-os eternamente em uma comunhão de amor e
ternura.
Deus não machuca ninguém. Não
desampara 99 ovelhas para socorrer uma. Ele com sua onipresença também estará
com as outras ovelhas. Mas quero que hoje, você se sinta como Sua ovelha
predileta. Sinta-se em Seu colo, recebendo Dele toda ternura e consolo de
Pai.
Seu filho já está de volta à Sua
casa.
E a certeza de que ele foi apenas
à frente, nos faz crer que ainda fazemos parte deste jogo da vida, até Deus
achar que atingimos nosso objetivo.
Que
Deus ampare todas as mães e pais que hoje choram ou irão chorar a ausência de um
filho, dando a eles a certeza da vida eterna e do tão esperado
reencontro.
Deus os
abençoe
Walter
Hassin
COMO SUPERAR A PERDA DE UMA PESSOA QUERIDA
Como superar a perda de uma pessoa
querida? Existe uma forma melhor de enfrentar a morte? Como continuar a viver
sem a pessoa que era o motivo do nosso viver?
Não sei, mas
gostaria de saber. Só sei que a dor que sentimos quando perdemos alguém é a
maior que podemos passar na vida. Não há nada mais doloroso que isso. Uma briga
com o filho; uma discussão com a esposa ou um desentendimento com o amigo são
problemas superáveis. Dependem apenas de tempo ou coragem suficiente de todos
para reverem seus pontos de vista.
Já a morte
não espera e nem quer negociar. Não obedece ao tempo e muito menos à
consciência. Aparece quando menos esperamos e derrota toda a nossa esperança e
fé na vida.
A morte entra
de uma forma brutal na vida. Corrói o coração de uma pessoa e estraçalha seus
sonhos. Aniquila sua força para viver e parece que vai quebrá-la por inteiro e
destruí-la. É uma dor que não some. Pelo contrário, consome cada momento bom da
vida. Sem a menor piedade e muito menos sem pedir licença. Uma dor gigantesca.
Indescritível em palavras.
A
impossibilidade de se conversar com a pessoa que faleceu, ouvir sua voz, saber
sua opinião ou tocá-la é devastadora para aquele que ficou. Uma foto, uma
música, um aroma ou um objeto bastam para lembrar o ente querido. A dor de sua
ausência reaparece a cada instante e cada vez mais forte. É impossível parar
essa dor. Ela sangra incessantemente dentro da pessoa. Questionamentos acerca do
sentido da vida aparecem e desolam familiares e amigos. A culpa também surge,
pois é muito comum pensar que poderia ter sido feito mais para a pessoa viver.
Portanto, é uma fase repleta de emoções tremendamente dolorosas sentidas
cotidianamente. Em resumo, é o próprio inferno vivido na terra. É uma dor maior
que a própria pessoa e que parece que vai matá-la. O que de certa forma seria
um alívio para esta nesse momento terrivelmente doloroso.
Mas isso não
é possível de acontecer sem ser de forma trágica. A vida continua e só há uma
forma de salvação que eu acredito que possa diminuir tamanha dor. É preciso
lutar para que o coração não se empedre para receber o amor daqueles que
ficaram. A amargura provocada pela morte precisa ser superada, na medida do
possível e aos poucos, pela alegria e doçura da vida.
De nada
adianta negar, fugir ou sufocar a dor. Só existe um caminho para superá-la.
Enfrentá-la! Com muita perseverança e força. Caso contrário, o pior pode
acontecer: Morrer em vida.
Tornar-se uma pessoa extremamente
amarga, dura, sem brilho nos olhos e sem a capacidade de aproveitar
verdadeiramente os bons momentos que a vida ainda pode lhe proporcionar.
Portanto, não esperem que alguém querido
morra para conseguirem dar valor para sua vida ou das pessoas que você ama.
Viva bem a sua vida! Agora! Coragem! Mostre o seu amor a quem ama. Beije-os e
abrace-os! Nada é mais prazeroso na vida do que isso.
SONETO DA SAUDADE
Em minh’alma chove tanto
que não há como esconder
entre os olhos tanto pranto
que meu pranto faz chover...
Por encanto ou desencanto
em minh’alma é anoitecer
com saudade do teu canto
no encanto do amanhecer...
Num jardim sem claridade
mora em mim tua saudade
com o meu modo de viver...
E a saudade não consegue
esquecer que me persegue
para eu nunca te esquecer...
Afonso Estebanez
entre os olhos tanto pranto
que meu pranto faz chover...
Por encanto ou desencanto
em minh’alma é anoitecer
com saudade do teu canto
no encanto do amanhecer...
Num jardim sem claridade
mora em mim tua saudade
com o meu modo de viver...
E a saudade não consegue
esquecer que me persegue
para eu nunca te esquecer...
Afonso Estebanez
SEGUNDA DE DOR
Fácil falar da dor...
Difícil é
sentí-la...
Fácil falar que vai
passar...
Difícil é esperar
esse momento...
Fácil explicar que
tudo é passageiro:
como a chuva,como o frio,
como o vento,
como o tempo...
Difícil é viver
desse modo tão atemporal.
Difícil ser
resistente a tanta mudança semestral,
mensal,diária...
Um minuto
e o dia acabou.
Um minuto
e a oportunidade
passou.
Um minuto
e o céu escureceu.
Um minuto
e o que era bom se
perdeu...
Todos os dias
pra treinar o
desapego,pra perder o medo,
de perder...
Todos os dias
pra aprender a
lição:O que aconteceu ontem
está do outro lado da ponte
que já caiu...
Não se tem mais
acesso.
Querer voltar e refazer, impossível.
Já está no tempo passado, inacessível
O que aconteceu ontem, imutável...
Não é fácil,
mas é preciso desse passado se desapegar
Dos fatos,
apenas absorver o impacto e logo o canalizar.
Da desconstrução:
recolher os cacose quantas vezes for necessário
bater a poeira, olhar pra frente
pra um novo modo de viver, reiventar...
Choro, desespero
dor, tristezaFazem parte de um todo:
Vida.
Viver é correr o
risco de sentir dor...
MORTE DE UM FILHO: A SUPERAÇÃO DEVE SER BUSCADA DIARIAMENTE
Desde o
início da humanidade, somos alertados quanto a possibilidade de perder os pais,
irmãos ou amigos para a morte e sempre nos falam que diante desse infortúnio,
temos de ser fortes, pois não há nada que se possa fazer.
Mas na verdade, nunca estamos preparados quando acontece. A morte é a única certeza que qualquer ser vivo tem. Quando ocorre a morte de filho, o impacto é ainda maior, pois não se perde um ente querido, mas, um pedaço de si mesmo, que se vai sem volta, é um pedaço da alma que se parte em milhares de pedaços e nem o tempo, com sua sabedoria milenar, parece capaz de juntar e colar tais retalhos.
Mas, como o mundo não pára e o ciclo da vida continua, é preciso aos poucos juntar o que restou emendar, como puder e mesmo com as eternas feridas abertas, tentar seguir o caminho.
Mas na verdade, nunca estamos preparados quando acontece. A morte é a única certeza que qualquer ser vivo tem. Quando ocorre a morte de filho, o impacto é ainda maior, pois não se perde um ente querido, mas, um pedaço de si mesmo, que se vai sem volta, é um pedaço da alma que se parte em milhares de pedaços e nem o tempo, com sua sabedoria milenar, parece capaz de juntar e colar tais retalhos.
Mas, como o mundo não pára e o ciclo da vida continua, é preciso aos poucos juntar o que restou emendar, como puder e mesmo com as eternas feridas abertas, tentar seguir o caminho.
Até nos registros
bíblicos, a morte é relatada de acordo com o ciclo natural: nascer, crescer,
procriar, para só então morrer. E se isso acontece fora dos padrões, o
sofrimento é ainda maior, como se o ocorrido fosse fora de hora, inaceitável.
Surgem sempre as perguntas; Se eu tivesse feito isso... Por quê? Quando a morte do filho é de acidente, é mais comum ainda, a família, principalmente os pais, se culparem por não conseguirem impedir a tragédia.
O desespero diante do inesperado é ilimitado e no caso das mães, muitas vezes, uma internação hospitalar, ou acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso se faz necessário.
O luto familiar nunca acaba, é para sempre, mas, como já foi dito antes, é preciso seguir em frente, reencontrar o eixo de apoio entre os membros familiares. É o momento da união, solidariedade, companheirismo e principalmente hora de se resgatar a fé. Sem fé em Deus, nada se consegue nesses momentos de angustia.
Seja qual for a forma de expressar essa fé, com certeza será válida. É preciso se conscientizar de que esse luto não acabará jamais, só mudará de intensidade, deixando que as outras coisas retomem aos poucos, seu lugar.
Surgem sempre as perguntas; Se eu tivesse feito isso... Por quê? Quando a morte do filho é de acidente, é mais comum ainda, a família, principalmente os pais, se culparem por não conseguirem impedir a tragédia.
O desespero diante do inesperado é ilimitado e no caso das mães, muitas vezes, uma internação hospitalar, ou acompanhamento psicológico e tratamento medicamentoso se faz necessário.
O luto familiar nunca acaba, é para sempre, mas, como já foi dito antes, é preciso seguir em frente, reencontrar o eixo de apoio entre os membros familiares. É o momento da união, solidariedade, companheirismo e principalmente hora de se resgatar a fé. Sem fé em Deus, nada se consegue nesses momentos de angustia.
Seja qual for a forma de expressar essa fé, com certeza será válida. É preciso se conscientizar de que esse luto não acabará jamais, só mudará de intensidade, deixando que as outras coisas retomem aos poucos, seu lugar.
LAÇOS DE AMOR ETERNO
(...) A perda de um filho é, talvez, a
coisa mais difícil de ser compreendida. Os pais se recusam a aceitar e a
acreditar: “Não é natural que um filho morra antes dos pais. Isso não faz
sentido!” O ciclo natural da vida é que o filho cresça, se desenvolva, tenha
seus próprios filhos e morra depois dos pais. Por isso, quando um filho morre, os
pais são dolorosamente obrigados a repensar tudo aquilo que consideravam
“normal”, porque suas vidas foram afetadas de modo irreparável pela imensa
perda que destruiu os sonhos e a esperança.
No entanto a perda faz parte da
vida e ninguém consegue evitá-la. Inevitavelmente, temos todos que enfrentar
algum tipo de perda enquanto estamos vivendo neste planeta. Ela é parte daquilo
que nos torna humanos e pode causar muitas emoções intensas: da tristeza à
raiva, e até ao ódio. Essas emoções podem nos destruir, mas também são capazes
de contribuir para nosso crescimento e nossa evolução (...)
(James Van Praagh)
O AMOR ENXUGA AS LAGRIMAS
O AMOR ENXUGA
AS LÁGRIMAS
Autora: Sonia
Tozzi
Para um filho ausente
Como vai você, que partiu sem me dizer adeus.
Quisera neste instante saber da sua vida
Na Espiritualidade;
Seu trabalho... Suas conquistas... Sua paz!
Ah! Se eu pudesse lhe dizer agora
Que fui o alvo perfeito da dor;
Meu peito atingido só pôde encontrar alívio
Nas palavras mansas do Cristo,
E na certeza da continuação da vida.
Como vai você, parte de mim?
Que distância é essa que maltrata e parece não ter fim!
Que dor é essa que cresce a cada instante
Sem dar trégua ao meu coração sofrido,
E fere minhas entranhas!
O que faço com esse vazio que teima em me envolver!
Como vai você, filho da minha alma?
Eu... Você... Quer saber de mim?
Ah! Eu sou alguém ferido que mal suporta a fúria desses
Vendaval,
Mas se segura no amor de Deus,
Para continuar existindo.
Eu sou alguém que se apaga... Para que você brilhe;
Que se curva ante a vontade suprema de Deus
E espera com fé e confiança
A chegada do reencontro
Que se dará... Em algum lugar do futuro!
Homenagem da médium Sônia Tozzi
para seu filho Ricardo Luiz,
desencarnado no
dia 11 de outubro de 1989.
SEREI SEU ANJO
Serei o seu anjo
E não importa quem você é
O que importa é sua fé
Se a esperança toda se for
Chame o seu anjo
Sou seu anjo
Eu vi suas lágrimas e te ouvi chorar
Eu vou ficar aqui, o tempo que precisar
Ninguém percebeu sua solidão
Mas eu quero te abraçar
Te fazer sorrir, te dar uma força
E você verá, o céu vai se abrir
E uma nova manhã vai brilhar pra você
Deixe os temores em minhas mãos
Eu quero te ajudar
Eu vou ouvir o seu chamar
Serei uma estrela a te guiar
Serei um ombro para chorar
Serei o seu anjo
E não importa quem você é
O que importa é sua fé
Se a esperança toda se for
Chame o seu anjo
Sou seu anjo
A tempestade vai passar
Não tema estou aqui
O Senhor vai nos abrigar
Com suas asas de amor
Quando parece que não tem mais solução
Não duvide do seu Deus
Erga os olhos para o céu
Estarei sempre perto de vocês..
(BLOG MEU ANJO DE LUZ)
LAGRIMAS DE MÃE
Em uma tarde chuvosa eu estava diante de uma mulher. Ao contar suas perdas nos últimos anos fez da sua face terra encharcada de lágrimas. Lágrimas que contavam uma história de dor e saudade.
As lágrimas ficaram mais intensas quando ela se lembrou da torta de limão que a filha fazia da qual, até hoje, não consegue repetir a receita. A filha morreu aos dezoito anos, vítima de câncer. Filha maravilhosa, atenciosa, linda, inteligente, ingressando na faculdade, namorando, se preparando para ser uma grande mulher. A doença chegou, o tempo ficou curto, e os sonhos foram arrancados.
As lágrimas se multiplicaram quando, em menos de dois anos, ela perdeu o filho de 19 anos: por fatalidade, perdeu a vida afogado. Filho muito amado e querido de todos. Sua marca registrada era a solidariedade. Adorava participar de campanhas solidárias em vista dos mais necessitados. Para ajudar alguém bastava chamá-lo. Coração de ouro. As águas tomaram a vida do filho, águas devolvidas ao rio, aos poucos, nas lágrimas nascidas da saudade.
Nesta mãe se condensa uma grande tristeza. É uma dor grande, sem nome.. Um sofrimento não comparável aos pequenos sofrimentos que temos na vida. Quando uma mão perde um filho é um pedaço do seu coração que está sendo arrancado. Perda insubstituível.
Não é fácil perder o que mais amamos. Parece que a vida nos traiu, a anormalidade veio nos visitar. Para uma mãe é impossível crer que os filhos partam antes. Perder dói. Ninguém quer perder. Mas, se a perda for inevitável, é preciso enfrentá-la. Por mais sofrido que seja, é necessário se reconciliar com a vida. Muitas vezes já ouvimos: "Não são as perdas nem as quedas que podem fazer fracassar nossas vidas, senão a falta de coragem para levantar e seguir em frente"..
Saber ganhar quando se perde
É importante ter consciência do que se perdeu, para garantir que os ganhos serão vividos com maior intensidade. A dor é inevitável, mas é preciso enfrentá-la. Nada adianta fingir que a situação não é sua. É preciso renovar as forças para continuar vivendo.
Aquela mãe, aos poucos, vai refazendo sua vida. Vai firmando seus passos, fortalecendo seus pensamentos, vivendo a fé, valorizando tudo aquilo que está à sua disposição. Faz da memória dos filhos algo que lhe garanta amor pela vida que é presente de Deus, e não vontade de sumir ou desaparecer de tudo e de todos.
A perda foi inevitável. Nas duas situações, ela nada poderia ter feito. O que fará a diferença é o que fazer depois dos acontecimentos. O mais importante, mesmo em meio à dor e à saudade que não passa, mas que se entende, é que ela não se sente uma derrotada. Pelo contrário, sua grande causa é ser uma mulher vitoriosa na vida: "perdi, mas não desisti".
Como vencer diante de tão grandes perdas?
A mãe descobriu que, realizando o que os filhos mais gostavam de fazer, pode manter viva a memória de cada um deles, e assim continuar vivendo com menos sofrimento e maior paz no coração. A filha adorava cozinhar: hoje, a mãe é uma cozinheira de mão cheia. Pratos saborosos e feitos com todo amor. Na certeza da alegria da filha, fazer comida é uma das grandes alegrias da mãe.
Descobriu também que ajudar os outros é um jeito bonito a cada dia ressuscitar seu filho. Muitas vezes ela sabe que alguém precisa de ajuda: faz questão de ser uma mão solidária. Mesmo não tendo muito, sabe partilhar do seu pouco. Se a alegria do filho era ajudar alguém, a mãe descobriu que sua alegria e vontade de viver estão onde alguém dela precisa dela e pode ajudar gratuitamente.
O grande ganho, porém, foi a chegado dos netos. Um menino e uma menina. Neles está o sinal de que a vida precisa ser cuidada. Aquela mãe-avó ama a vida amando com todo coração seus netos. Seus filhos não estão mais em casa, mas sua casa recebe todos os dias dois anjinhos que ela faz questão de dizer serem as pedras preciosas da sua vida. Netos que são mais que filhos. Filhos que são amados na presença encantadora dos netos. O sofrimento de uma mãe compensado na alegria de ser avó.
Hoje, a vida ganha cada vez mais espaço no coração daquela mulher. Suas lágrimas são sinal de que é uma mulher que ama, é uma mulher-flor, sensível às coisas que lhe acontecem. Seus compromissos, o trabalho, os gestos solidários, o cuidado com os netos, com a casa, apresentam uma mulher de aço que não se curva diante das perdas: posso sofrer, mas não vou me entregar ao acaso.
A vida não é só de derrotas. Nem só de vitórias. Quando perdi, o que eu ganhei? Quando eu ganhei, a que precisei renunciar?
Lya Luft lembra que é necessário recriar-se no momento de perda: "Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada".
Se você perdeu em sua vida, não feche os olhos com medo de viver. A vida lhe possibilitará muitos outros ganhos. Mas, para isso, é preciso estar com os olhos do coração abertos. Sofrer faz parte. Buscar a alegria da vida, também.
Éderson Iarochevski
SAUDADE DE MÃE ÓRFA
Saudade de uma mae orfa, nao deveria chamar-se saudade.
Saudade e apenas saudade...
Saudade da mae orfa e muito mais do que saudade...
Homens que criaram a palavra , nao geraram, acalentaram e entregaram a Deus.
Nao souberam encontrar uma palavra que descrevesse a saudade de uma mae orfa.
Essa, nao se chama saudade...eu sei!
Pois ja senti outras saudades. Daquela saudade descrita no dicionario.
Nao...nao e igual. Sequer se assemelha...
Tambem nao e um stress fisico, porque nenhuma rede num bosque pode acalenta-la.
Nem mesmo um cruzeiro nas ilhas paradisiacas do mundo a fora...
Com certeza tambem nao e um stress emocional, porque nao e passageiro.
Salvo se trata-se de um stress cronico, e que se estenda ate o reencontro.
Saudade de mae orfa nao se limita a ausencia fisica.
Ainda que essa ausencia machuque.
Ela vai mais longe. Muito mais...
Nao bastaria o toque para supri-la .
Ela se estenderia ate que o toque fosse pleno e perpetuo.
Ainda que um so toque fosse motivo de extase.
Saudade de mae orfa deveria ter nome de um transtorno emocional.
Um transtorno unico, singular...
Um transtorno tratado dolorosamente pelo tempo, e so o tempo.
Por outro lado, o tempo trata, mas provoca serios e irreversiveis efeitos colaterais.
Como todo remedio . O tempo tambem cura uma ferida e abre outra.
A ferida da saudade, que se renova dia a dia...
E essa ferida nunca cicatriza...
E Inflama a cada Natal,
A cada aniversario,
A cada Dia das Maes...
Talvez devesse ter nome de uma doenca cardiaca,
que doi o peito quando os buscamos e nao podemos encontrar .
Que o aperta sempre que nos deparamos com um objeto que lhe pertenceu.
Que acelera o coracao quando vemos alguem parecido,
Que dispara os batimentos quando sonhamos com nossos rebentos.
E nos traz a calma ao dispertar depois de um doce sonho.
Ou quem sabe o nome da saudade de mae seria um grito?
Um grito sem o poder da voz que ja se calou.
Um grito sem os timbles que se arrebentaram.
Um grito da voz que so nos, maes orfas, ainda ouvimos.
Saudade de mae orfa e uma dedicacao de vida.
De 24 horas de vida.
E ar!. E o nosso oxigenio!.
Nao um sentimento, mas uma sobrevivencia.
E mante-los vivos!
Saudade de mae orfa e um alimento.
Um alimento tao importante quanto aqueles que entram em nosso aparelho digestivo.
O alimento da mae orfa nutre o seu coracao...
Ainda que ele doa, a cada colherada.
A digestao e dolorida, mas necessaria e inevitavel.
Saudade de mae orfa e parir todos os dias.
E gerar seu filho novamente a cada minuto de sua vida.
E reviver a alegria de ve-lo nascer outras vezes,
Mas tambem reviver diariamente as dores das contracoes.
Saudade de mae orfa e materializada.
E paupavel!
Podemos toca-la e andarmos lado a lado.
De maos dadas ate a eternidade.
Saudade de mae orfa e a mao de nossos filhos.
A unica sensacao quase substituta da sensacao da maternidade.
A unica esperanca.
A unica maneira de toca-los.
A unica visao, o unico olhar...
Saudade de mae orfa e tao sobrenatural,
Tao acima do que se possa suportar,
Que quando Jesus viu uma mae orfa. Apiedou-se dela e disse:
"Mulher , toma o seu filho!"
E nao:"Levanta-te, pega o teu leito e anda!". Como disse a um paralitico.
Ainda que a mae orfa tambem nao pudesse levantar de seu leito.
Ainda que uma mae orfa paralize a sua vida.
Saudade de uma mae orfa...
Nao existe palavra sinonima ao que se sente...
Uma palavra que identifique esse vacuo que ficou.
Ao tamanho do vazio...
Nao existe uma palavra que possa descrever esse novo modo de vida.
Essa nova forma de ver a vida.
Essa vida, sem vida...
Ou vida com muito mais vida do que outrora,
pois agora ela e totalmente espiritual.
A saudade da mae orfa abre as portas do alem...
E mais forte do que o aquem.
mais poderosa do que a morte.
Ultrapassa as barreiras do impossivel para continuar a existencia do amor mutuo.
Amor que so existe entre mae e filhos...
E a saudade da mae orfa que traz vida!
Que continua a vida de quem foi!
Que prossegue a vida de quem ficou!
Que perpetua a memoria...
Nao ha...nao ha...nao ha palavra que descreva isso!
Nao ha uma so palavra em qualquer linguagem humana que descreva o que sentimos...
Nao ha palavra que tenha a profundidade, a altura, ou a largura, ou todos os angulos
da saudade de uma mae orfa...
Lucilia Medina
Saudade e apenas saudade...
Saudade da mae orfa e muito mais do que saudade...
Homens que criaram a palavra , nao geraram, acalentaram e entregaram a Deus.
Nao souberam encontrar uma palavra que descrevesse a saudade de uma mae orfa.
Essa, nao se chama saudade...eu sei!
Pois ja senti outras saudades. Daquela saudade descrita no dicionario.
Nao...nao e igual. Sequer se assemelha...
Tambem nao e um stress fisico, porque nenhuma rede num bosque pode acalenta-la.
Nem mesmo um cruzeiro nas ilhas paradisiacas do mundo a fora...
Com certeza tambem nao e um stress emocional, porque nao e passageiro.
Salvo se trata-se de um stress cronico, e que se estenda ate o reencontro.
Saudade de mae orfa nao se limita a ausencia fisica.
Ainda que essa ausencia machuque.
Ela vai mais longe. Muito mais...
Nao bastaria o toque para supri-la .
Ela se estenderia ate que o toque fosse pleno e perpetuo.
Ainda que um so toque fosse motivo de extase.
Saudade de mae orfa deveria ter nome de um transtorno emocional.
Um transtorno unico, singular...
Um transtorno tratado dolorosamente pelo tempo, e so o tempo.
Por outro lado, o tempo trata, mas provoca serios e irreversiveis efeitos colaterais.
Como todo remedio . O tempo tambem cura uma ferida e abre outra.
A ferida da saudade, que se renova dia a dia...
E essa ferida nunca cicatriza...
E Inflama a cada Natal,
A cada aniversario,
A cada Dia das Maes...
Talvez devesse ter nome de uma doenca cardiaca,
que doi o peito quando os buscamos e nao podemos encontrar .
Que o aperta sempre que nos deparamos com um objeto que lhe pertenceu.
Que acelera o coracao quando vemos alguem parecido,
Que dispara os batimentos quando sonhamos com nossos rebentos.
E nos traz a calma ao dispertar depois de um doce sonho.
Ou quem sabe o nome da saudade de mae seria um grito?
Um grito sem o poder da voz que ja se calou.
Um grito sem os timbles que se arrebentaram.
Um grito da voz que so nos, maes orfas, ainda ouvimos.
Saudade de mae orfa e uma dedicacao de vida.
De 24 horas de vida.
E ar!. E o nosso oxigenio!.
Nao um sentimento, mas uma sobrevivencia.
E mante-los vivos!
Saudade de mae orfa e um alimento.
Um alimento tao importante quanto aqueles que entram em nosso aparelho digestivo.
O alimento da mae orfa nutre o seu coracao...
Ainda que ele doa, a cada colherada.
A digestao e dolorida, mas necessaria e inevitavel.
Saudade de mae orfa e parir todos os dias.
E gerar seu filho novamente a cada minuto de sua vida.
E reviver a alegria de ve-lo nascer outras vezes,
Mas tambem reviver diariamente as dores das contracoes.
Saudade de mae orfa e materializada.
E paupavel!
Podemos toca-la e andarmos lado a lado.
De maos dadas ate a eternidade.
Saudade de mae orfa e a mao de nossos filhos.
A unica sensacao quase substituta da sensacao da maternidade.
A unica esperanca.
A unica maneira de toca-los.
A unica visao, o unico olhar...
Saudade de mae orfa e tao sobrenatural,
Tao acima do que se possa suportar,
Que quando Jesus viu uma mae orfa. Apiedou-se dela e disse:
"Mulher , toma o seu filho!"
E nao:"Levanta-te, pega o teu leito e anda!". Como disse a um paralitico.
Ainda que a mae orfa tambem nao pudesse levantar de seu leito.
Ainda que uma mae orfa paralize a sua vida.
Saudade de uma mae orfa...
Nao existe palavra sinonima ao que se sente...
Uma palavra que identifique esse vacuo que ficou.
Ao tamanho do vazio...
Nao existe uma palavra que possa descrever esse novo modo de vida.
Essa nova forma de ver a vida.
Essa vida, sem vida...
Ou vida com muito mais vida do que outrora,
pois agora ela e totalmente espiritual.
A saudade da mae orfa abre as portas do alem...
E mais forte do que o aquem.
mais poderosa do que a morte.
Ultrapassa as barreiras do impossivel para continuar a existencia do amor mutuo.
Amor que so existe entre mae e filhos...
E a saudade da mae orfa que traz vida!
Que continua a vida de quem foi!
Que prossegue a vida de quem ficou!
Que perpetua a memoria...
Nao ha...nao ha...nao ha palavra que descreva isso!
Nao ha uma so palavra em qualquer linguagem humana que descreva o que sentimos...
Nao ha palavra que tenha a profundidade, a altura, ou a largura, ou todos os angulos
da saudade de uma mae orfa...
Lucilia Medina
PRECE DE MÃE ÓRFÃ
Meu Deus te devolvi minha filha MAYTE.
Sentada aqui quero lhe fazer um pedido:
Lhe entreguei o mais belo dos anjos,
O mais belo sorriso que já iluminou esse
mundo,
O mais gostoso abraço que alguém poderia
dar,
A mais carinhosa gargalhada que poderia
ser ouvida,
O mais sincero amor de uma criança.
Lhe entreguei o que me era mais precioso
nesta vida.
Lhe entreguei todos os meus sonhos num só
momento.
Por isso eu te peço me faça compreender o
porquê.
Tente fazer que eu sinta cada vez que eu
fechar os meus olhos,
Aquelas mãos doces me tocando.
Tente me fazer olhar pra frente e não ter
medo.
Ter a coragem suficiente que necessito
para continuar nessa estrada que está tão cheia de pedras.
Faça-me compreender realmente que ela é o
mais novo anjo no céu.
Faça-me acreditar que o mundo será bem
melhor com a sua ajuda.
Faça-me acreditar que tudo isso era
preciso.
Faça-me nunca perder a fé por nenhum
instante.
Faça-me sentir a mais doce saudade ao
invés dessa dor que machuca tanto.
Faça-me crer que a verei novamente.
Neste momento meus olhos se fecharão.
Minha vida terá sido completa.
Minha etapa nesta vida terá sido
cumprida.
Assim terei a paz de um anjo novamente em
meus braços.
A sensação de seu beijo doce em minha
face.
Toda a sua ternura novamente ao meu lado.
Eu amo você meu Deus e te devolvi a minha
filha.
Sei
que estás cuidando dela pra mim.
(Autoria Desconhecida)
(Autoria Desconhecida)
És mãe para todo SEMPRE
És mãe para todo o sempre. Sempre uma palavra, neste contexto, cheia de Esperança, o significado de crer acreditar que os momentos mágicos de partilha com esse filho não morreram. A alma ficou magoada mas aberta ao sonho de continuares a viver trazendo bem vivo dentro de ti esse filho que foi uma realidade.
É bom acreditar que no dia em que a tua viagem tiver o seu termo, chegarás à sua beira, e manterás com ele um diálogo de amor infinito. Por isso, esforça-te para que a nostalgia não se abrigue em ti e faça da tua pessoa um ser doente, demasiado só e triste. Contempla o céu, as estrelas e toda a magnificência do mundo que nos abriga, debruça-te sobre aqueles que nada possuem e sê atenta. Aos que te quiserem escutar fala-lhes das tuas experiências de vida, das tuas memórias. Conta às crianças, que por ironia do destino se cruzam contigo, histórias do teu imaginário de criança e com elas partilha a alegria de estares viva porque assim serás de novo mãe. Estás a contribuir para um mundo mais humano, estás a ofertar, ou seja, a transformar o teu desgosto em algo muito belo que no momento certo relembrarás junto desse filho que partiu. É bom acreditar que um dia te juntarás a ele e falarão das coisas bonitas do mundo dos homens.
Sentiste, tanto como eu, que naquele dia em que o teu filho de ouro partiu, as sombras caíram sobre ti e um desejo intenso de te juntares a ele obcecou-te. Não é possível, nem humano partir quando se quer mas sim quando a nossa história chega ao fim. E, se num momento de loucura o fizermos antes, estaremos a desejar esquecer de uma maneira egoísta a própria essência da nossa vida em relação aos outros.
Sabes mãe, o tempo é curto, e por isso, tens de caminhar, dar a volta ao teu mundo, viver a tua missão de Vida, a partir do momento em que nasceste, sem o pedir, até ao ponto de retorno que não será o Nada mas sim aquilo em que acreditares.
Tenta renovar as tuas forças, a tua determinação e acredita que apesar da distância, da fragilidade que sentes, dessa incerteza em que o teu coração se encontra, o teu filho está incondicionalmente contigo para todo o sempre. Escuta-o e olha para o exterior e respira. Renova-te e responde-lhe dizendo que não interessam as barreiras físicas porque estão juntos para partilharem diferentes claridades.
Murmura, fala ou grita junto ao mar ou à montanha, que queres a sua felicidade, e que apesar desta inevitável ausência, tudo está presente, porque o amor é de tal intensidade que ficarás à espera que tudo um dia se transforme e te demonstre o seu significado.
Eu para sobreviver brinco com as palavras e com elas faço versos, faço narrativas que me trazem as lembranças escondidas fazendo-me rir ou chorar. Fico feliz ao passar para o papel pedaços do meu caminho que se cruzam com outros caminhos que eu procuro ou que se me apresentam. O que desejo verdadeiramente é que te lembres que eu te convido a fazeres da tua vida, momento a momento, um desafio, partilhado com os vivos e os mortos que estão no teu coração.
Aida Nuno
AMOR ALEM DA VIDA
De um sonho bom eu acordei olho pro lado
Vejo a realidade onde não te encontrei
Sentir sua presença é o que me conforta
Tudo que eu queria era te abraçar agora
Agente tava tão feliz você era capaz
De transformar qualquer lugar em luz em paz
E agora como fica meu mundo sem você
Algum sentido nisso tudo de algum modo deve haver
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
O que me acalma é lembrar de você
Nosso planos e o que tínhamos juntos pra viver
Parece até que ouço você me dizendo
Que devo aceitar o que esta acontecendo
Envio minha preces em lágrimas de dor
Pensamentos e lembranças do cheiro e o calor
Do beijo mais perfeito da palavra mais amiga
Você é meu grande amor, amor além da vida
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
Não existe uma tarde uma noite um detalhe
Que eu não lembro você
Impossível te esquecer
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
(Sampa Crew)
Vejo a realidade onde não te encontrei
Sentir sua presença é o que me conforta
Tudo que eu queria era te abraçar agora
Agente tava tão feliz você era capaz
De transformar qualquer lugar em luz em paz
E agora como fica meu mundo sem você
Algum sentido nisso tudo de algum modo deve haver
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
O que me acalma é lembrar de você
Nosso planos e o que tínhamos juntos pra viver
Parece até que ouço você me dizendo
Que devo aceitar o que esta acontecendo
Envio minha preces em lágrimas de dor
Pensamentos e lembranças do cheiro e o calor
Do beijo mais perfeito da palavra mais amiga
Você é meu grande amor, amor além da vida
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
Não existe uma tarde uma noite um detalhe
Que eu não lembro você
Impossível te esquecer
Os nossos momentos nem o tempo pode apagar
As nossas lembranças para sempre em mim vão ficar
(Sampa Crew)
O QUE SINTO FALTA
O Que Sinto Falta
O que sinto falta é de você...
De você quando fazia dos meus dias, dias de alegria;
Quando fazia magia e era só folia,
deitava, rolava, pintava, bordava e me embolava;
Que gostosura, era só travessura...
Ah... Que saudade, você nem imagina!
Mas, o que mais sinto falta é de você
quando me abraçava, me acolhia, me envolvia
e me fazia sorrir da dor que era só minha...
(Sandra Lúcia Ceccon Perazzo)
Filha querida, minha amada, meu anjo. Sinto sua falta, fico imaginando como seria se estivesse conosco, ajudando a cuidar do seu irmãozinho... Seu irmãozinho ARTHUR, tem deixado os dias da mamãe mais colorido, menos dolorido... Mas nada que me faça esquecer você. Eu sei que este MENINO ENCANTADO foi enviado por você, é assim que a mamãe costuma chama-lo. Obrigada querida, agradeça a Deus pela mamãe, pelo presente mais que ESPECIAL.
A DOR
Ah, dor!
Acontece geralmente quando não a aguardamos.
Ela pode chegar porque contraímos uma doença, perdemos alguem querido, deixamos de amar, deixaram de nos amar, perdemos o emprego, falamos demais, silenciamos demais, não nos entenderam, não os entendemos, perdemos o foco, estamos sozinhos, faltou, sobrou, porque, porque...
Acredito que independente do tipo de dor, cada uma delas, a seu modo, com suas características, é uma oportunidade.
É na dor principalmente que aprendemos a sentir, a pensar, a esperar, a rezar...
É na dor que nos percebemos humanos, limitados e eternos aprendizes.
É na dor que nos tornamos humildes, solidários, dependentes...
É na dor que descobrimos muito mais a importância da vida.
É na dor que aprendemos a valorizar o amor, o criador...
E, quando a dor se for, valerá o entusiasmo e a fé para todos aqueles que conseguirem sobreviver às fragilidades de cada desafio e transformarem em "recomeço" todos os sinais de esperança.
malu Dab(Maria Lurdete)
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